Ecologia 07/11/2012

Operação Juçara I apreende palmitos irregulares em Paraty e Angra dos Reis.


Foram apreendidos 457 quilos de palmito ilegal.


Operação Juçara I apreende palmitos irregulares em Paraty e Angra dos Reis


Operação Juçara I, ação integrada do GT de Fiscalização e Monitoramento Ambiental do Mosaico Bocaina, apreendeu cerca de meia tonelada de palmito comercializado irregularmente em supermercados e restaurantes de Paraty e Angra dos Reis.


O Grupo de Trabalho de Fiscalização e Monitoramento Ambiental da Baia de Ilha Grande (GT de Fiscalização) deflagrou, nesta 5ª feira, 01 de novembro, uma operação para coibir o comércio ilegal de palmito na região. A Operação Juçara I, coordenada pelo INEA e Ibama, visitou 31 estabelecimentos comerciais nas cidades de Angra dos Reis e Paraty e apreendeu 457 quilos de produtos comercializados irregularmente, além de 25 quilos de mexilhão.


A operação faz parte das ações integradas de fiscalização do GT, integrante do Conselho Consultivo do Mosaico Bocaina, e reuniu órgãos públicos federais e estaduais, entre eles a Superintendência Regional da Baia de Ilha Grande do INEA, a Superintendência Regional do IBAMA, a Coordenação Regional do ICMBio, a Unidade de Polícia Ambiental do INEA (UPAm), entre outros. Ao todo foram 24 agentes de fiscalização atuando em seis equipes simultâneas nas cidades de Angra dos Reis e Paraty. A estratégia de fiscalização contou com equipes de apoio em cada cidade, equipadas com veículos e rádios, para estabelecer o roteiro de vistoria de cada equipe e dar suporte logístico à operação.


Em Paraty foram vistoriados 17 estabelecimentos, se concentrou grande parte das irregularidades na comercialização do palmito, com 417 quilos de produtos apreendidos. Os restaurantes e supermercados da cidade foram autuados por comercializarem produtos em desacordo com a legislação, sendo que os problemas verificados foram ausência de rótulo e de lacre, não apresentação da nota fiscal ou venda de produtos cujas marcas possuem ordem de apreensão pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A região da BIG possui um conjunto de ecossistemas de grande biodiversidade e de relevância estratégica para a sociedade diante do cenário de forte crescimento urbano nos próximos anos. O turismo crescente e os empreendimentos de grande porte, como a Usina de Angra 3 e a extração e produção de petróleo do Pré-Sal, se somam aos problemas de desmatamento, caça e pesca ilegal, ocupação irregular de áreas protegidas e coleta e comércio de recursos naturais, como o palmito e o Jussara e o pescado, recorrentes há anos em toda a região. Nesta região encontram-se importantes áreas protegidas integrantes do Mosaico Bocaina, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, Parque Estadual da Ilha Grande, a Estação Ecológica de Tamoios, a Reserva Ecológica da Juatinga e a Área de Proteção Integral do Cairuçu, as quais estão incluídas no centro da discussão das operações de fiscalização do GT.

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